terça-feira, 13 de outubro de 2009

Vento agreste!


















Vento agreste!

Encontrei-te e o dia raiou,
Partiste e a noite voltou,
Noite sem estrelas que me guiem,
Sopra um vento agreste,
Que me impede de seguir em frente,
Isolado neste ilha que é a vida,
Grito de boca fechada,
Jamais intenderiam este meu grito,
Um dia gritarei em busca de um novo rumo,
Incerto talvez,
Mas livre para gritar,
Percorro caminhos, distâncias,
Como desejo encontrar-te,
E contigo me perder,
Se não te encontrar por trilhos partirei,
Até que os meus passos parem,
Curvados pelo cansaço.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Voltaste!






















Voltaste!

Tenho sobre mim o mundo,
Estou coberto por um manto de estrelas,
A meus pés o mar,
Que teima em molhar os meus sentidos,
Estás deitada a meu lado,
Neste lapso de tempo,
Sinto um manto de finas gotas sobre mim,
Lágrimas vertidas por nuvens esquivas,
Como anseio que o tempo voe,
Finalmente é dia, com ele chega o teu aroma,
Essa presença que inalo e bebo como café da manhã,
Tanta dor, tanta saudade,
Basta a tua presença e o sol brilha,
Olhas para mim com olhar doce que me inebria e fascina,
Falas com o teu olhar,
Tremo de emoção, de coração transtornado,
Voltaste, mas porque não corres para mim?
Como eu queria sentir o teu abraço,
Olhar bem nos teus olhos e sem nada dizer,
Dizer-te tudo.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Trilhos secretos!


















Trilhos secretos!

Trilhos secretos é certo,
Percorro esse labirinto de cor,
Conheço cada recanto teu,
Cada sombra,
Cada curva,
Sinto o meu respirar,
De receio talvez,
De percorrer esse trilho que é teu,
Sinto um arrepio,
Pela brisa que sopras no meu ouvido,
Murmurando,
Entra sou eu,
Não temas,
Na minha escuridão estarás seguro,
Sinto-te sem te tocar,
Toco-te sem te sentir,
Mas tocamo-nos,
Neste trilho secreto,
Cruzamos desejos e sonhos,
Sinto o teu abraço,
Despido de medo,
Embalas-me no teu sorriso de menina,
Cerca-me a tua presença constante,
Mas és um sonho.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Na ânsia de te encontrar!


















Na ânsia de te encontrar!

Tanto te disse, tanto te quero dizer,
As palavras que escrevo são minúsculas,
Palavras que confundem a minha boca,
E esta vontade louca de te ter, aqui.

Tantas palavras cristalinas procuro,
Procuro nelas escutar o som da tua voz,
Saciar nelas esta sede de nós,
E despirmo-nos deste calor atroz.

Tanto sentimento preso em mim,
A noite impera à espera do teu dia,
Até lá deito-me em sombras,
Na ânsia de te encontrar.

Todas as noites choro o teu nome,
Os meus soluços clamam por ti,
Este suor frio que me percorre e corrói,
Escorrendo até à alma.

Todos os dias me alimento de esperança,
De na tua boca me perder,
Pela tua face deslizar e te dizer,
Os teus olhos são o farol que me guiam na escuridão.

Todos os dias ouço a tua melodia,
Feita para nós, por nós,
Neste vaivém de sentimentos,
Onde encosto o meu coração ao teu.

Todos os dias estou aqui,
À espera dos teus passos,
Que me guiem por calmas águas e beijos doces
Abraços constantes junto a este mar onde te direi.

Meu amor.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Se eu pusesse!
















Se eu pusesse!

Queria gritar bem alto,
Dizer o que sinto,
Mas envergonharia o vento,
Essa brisa que teima,
Em te afagar o rosto.

Queria gritar bem alto,
Se tu me ouvisses,
Mas logo as nuvens,
Vertiriam suas lágrimas,
Num pranto constante.

Queira gritar bem alto,
Deste penhasco,
Avistar-te mesmo que no horizonte,
Então saltaria para os teus braços.

Queria gritar bem alto,
Fazer descer sobre ti,
Uma chuva de brilhantes estrelas,
Através de um cometa,
Levar-te o meu amor.

Queria sentir o teu calor,
Sentir a tua presença,
Os teus beijos,
O teu olhar terno,
O teu abraço,
O nosso amor.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A minha saudade de ti!




















A minha saudade de ti!

Não quero o meu amor,
Só para mim,
Não, não quero,
Quero que o meu amor,
Seja teu.

Não quero a saudade,
Mas é o que sinto de ti,
Não quero sentir dor,
Mas é o sinto por ti.

Não quero esta ausência,
Mas éla é constante,
Não quero este frio,
Mas deixaste-me sem o teu abrigo.

Não quero estar sozinho,
Mas teimas em não voltar,
Não queria esta noite,
Mas teimas em não brilhar.

Não queria estar aqui,
Mas junto a ti,
Não quero estar neste mar,
Mas quero estar aqui contigo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Partiste é Outono!


















Partiste é Outono!

O Outono chegou,
Paira sobre mim uma brisa tão forte,
As folhas voam em meu redor,
Em bailados doentios,
Quero abrigar-me,
Desta tempestade,
De Outono é certo,
Mas também deste incerto,
Que é o Outono,
Onde estás Primavera,
Quero abrigar-me na luz que irradias,
Os dias de Outono são frios sem ti,
Volta não ouves os meus gritos,
Eu sei,
Grito mas estou gelado,
Sem ti,
Volta depressa por favor,
Não quero sentir esta dor,
Aí Primavera,
Partiste e não me levaste,
Sem ti o meu coração fica em pedra,
Volta aquece-me,
Meu amor.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Amor és tu!












Amor és tu!


Amor é afeição, atracção, paixão,
E adorar-te e amar-te loucamente,
É sentir os teus beijos,
Mesmo não tos dando.

Amor é fechar os olhos,
Sentir o bater do teu coração,
Junto ao meu,
É olhar para ti e dizer amo-te.

Amor é uma dor imensa,
Só porque não estás,
Abraço-te no meu pensar em ti,
Amor é chorar e morrer por ti.

Amor quero dar-te,
Mas os teus passos,
Não encontram os meus,
Mesmo eu perseguindo os teus.

Amor é colo,
É carinho,
É ternura,
Amor és tu.

Amor onde estás?
Partiste,
Eu fiquei para trás,
Mas é aqui que me vais encontrar.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Há uma dor!























Há uma dor!

Aqui de olhos extasiados por te ver,
Colho os teus beijos,
Sem os sentir,
Quando em afagos te digo amo-te.

Ah se eu pudesse,
Atravessaria oceanos,
Para te puder abraçar,
Então uniria os teus lábios aos meus.

Sonhar contigo e não te sentir,
E tu porque te deitas,
Na cama de um outro alguém,
Mata-me esse teu deitar.

Há amor no meu sonho,
Há sonho no meu amor,
Há desejo, há ternura,
Há uma dor de sonhar contigo,
Até o dia nascer.

Este amor novo que me queima,
Num corpo cansado pelo tempo,
Ah se eu pudesse,
Correria para ti, agora,
Aqui onde a tua ausência é constante.

Enigmático é o amor,
Como o sabor da tua boca,
Mas o brilho intenso do teu olhar diz-me,
Como é bom eu te amar.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Reviver a saudade!



















Reviver a saudade!


Revivi todos os momentos,
Que passamos sem passar,
Revivi o tempo que passamos lado a lado,
Sem passarmos.

Revivi a saudade,
Que já sinto de ti,
Revivo a tua voz,
E não te ouço.

Revivi o tempo ido,
Na esperança do tempo futuro,
Revivo o teu abraço,
Mas não te sinto.

Revivi a solidão deste agora,
Na certeza de te encontrar,
Mais tarde,
E não te perder jamais.

Revivo e o tempo chora,
Incessantemente,
Porque partes com outro rumo,
Que não é o meu.

Revivo o meu interior,
Que se agita de dor,
Até as lágrimas tenho que chorar,
Calado.

Reviver o passado,
Para nele te encontrar,
E nas tuas palavras me afugar,
Meu amor.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Era tarde muito tarde!























Era tarde muito tarde!

Era tarde muito tarde,
Tão tarde que a minha vida era escura,
Eis então que apareces,
Entras devagarinho na minha alma,
E a noite passa a ser linda, fresca, única,
O céu muda de cinzento para azul,
As estrelas vencem as nuvens,
O sol vence a noite finalmente,
No entanto ainda existe tristeza,
A ausência paira sobre mim,
Serão tempos de choro os da tua ausência,
Então voltará a escuridão,
E a chuva de lágrimas fará alarde,
Até que voltes novamente,
Ah! se eu pudesse,
Ornamentar a minha vida,
Com a estrela que és tu,
Então nossos lábios se uniriam,
E o nosso amor,
Amor faria.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Metade de mim!


















Metade de mim!



Onde estás tu?
Metade de mim.

Onde estás tu?
Que povoas os meus sonhos.

Onde estás tu?
Meu sonho maravilhoso.

Onde estás tu?
Que me incendeias com a saudade.

Onde estás tu?
Que te abraço no vazio.

Onde estás tu?
Melodia na noite fria.

Onde estás tu?
Que me afagas e não te sinto.

Onde estás tu?
Que teimas em estar ausente.

Onde estás tu?
Que só te quero te amar.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O teu jeito!























O teu jeito!


Basta uma palavra tua,
E ouço a tua voz,
O teu jeito,
O balançar do teu corpo.

Basta um olhar,
E vejo o fundo do teu coração,
Tu vês o meu,
Sentes o meu suspiro?
Eu sinto o teu.

Basta estares que eu sinto quando,
O teu estar faz pulsar o meu coração,
Sinto um calor no meu peito,
Do teu.

Menina!
























Menina!

Olhar penetrante,
Sorriso contagiante,
Voz de menina doce, suave, meiga,
Com o seu olhar descobre segredos,
Com o sorriso ilumina o meu coração,
Vida com passado como tantos,
Mas com presente,
O passado já vai distante,
Menina linda, anjo deslumbrante,
Estou aqui agora neste instante,
Serei o teu futuro,
Se não tiveres receio do presente,
Corres em busca de afecto,
Eu preciso do teu carinho,
Sonho com a tua presença,
Serei o teu sonho,
Se quiseres ser o meu.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Vai nevar na minha vida!



















Vai nevar na minha vida!

Vem aí o Inverno,
Tanto frio vou sentir sem o teu calor,
Tanta chuva vai cair dos meus olhos,
Por não te ver,
Vai nevar na minha vida,
Dias gelados serão,
Sem a tua presença,
Inverno,
Como vou aguentar este frio?
Sinto-me perdido,
No meio desta chuva intensa,
Que é a tua ausência,
Quando voltares será primavera,
Até lá serão dias de escuridão,
Volta depressa porque me sinto a tremer.

sábado, 19 de setembro de 2009

Dói!























Dói!

Dói imenso esta dor,
Dói sentir as tuas lágrimas,
Dói este meu grito, intenso que me corrói,
Dói saber que és real, mas também um sonho,
Dói rir para ti, e no entanto estar a morrer por dentro,
Dói remecher nas palavras em busca da palavra mágica,
Dói profundamente sentir os acordes que dedilhas para mim,
Dói este amor intenso à tua espera,
Dói saber que quando chegares será tarde e terei partido,
Dói não saber se um dia me encontrarás.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Estarei aqui!

















Estarei aqui!

De cabeça baixa,
Sapatos na mão,
Vou caminhando,
Sobre uma areia macia e húmida,
Neste mar que é meu,
Mas também teu,
Ouço a tua voz,
Grito bem alto por ti mas não me ouves,
Vives noutro mundo,
O teu,
E no entanto vejo o meu reflexo nos teus olhos,
Vais partir e eu?
Aqui estarei neste mar,
Todos os dias,
A fazer aumentar as marés,
Até te encontrar.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Porquê?

























Porquê?

Porque é que tem que ser assim?

Porque é que tenho que verter lágrimas, quando só te quero amar?

Porque é que choras e transformas os teus olhos doces em mar?

Porque é que não estás aqui?

Porque é que sinto dores, e não estou doente?

Porque é que sem ti isto é tão frio?

Porque é que sinto tanto a tua falta?

Porque é que não me levas contigo?

Porque é que és tão linda?

Porque é que me enfeitiças com o teu carinho?

Porque é que simplesmente te adoro tanto?

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Deslumbrado!














Deslumbrado!

Menina de cabelo ao vento,
Olhar doce e terno,
Voz macia como veludo,
Trazes no coração o sonho,
A tua beleza é arrebatadora,
És o mais lindo dos jasmins
Deixas-me deslumbrado,
O meu coração palpita, por ti,
Vejo nos teus olhos,
O grito de liberdade,
Rendo-me quando te ouço,
Mesmo sem te ouvir,
Embalas o sorriso que é único,
De olhos fechados ouço-te a dizer anda,
Não receies sou eu,
Seremos nós.

Quero ser o teu chão!
























Quero ser o teu chão!


Aqui onde a música se mistura,
Com a tua presença,
Sinto um vazio pela tua ausência,
Entraste devagarinho,
Rompeste barreiras,
Quero ser o que quiseres,
Quero ser o teu chão,
Para não magoares os teus pés,
Quero ser o teu mar,
Onde encontrarás paz, carinho, amor,
Aqui onde o sol se põe,
Peço-lhe que te ilumine,
Que não deixe que tenhas frio,
Em troca passarei o frio por ti,
E ficarei na escuridão,
Certo que um dia chegaras tu com a tua luz.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Faltam-me palavras!






















Faltam-me palavras!


Faltam-me palavras,
Para exprimir o que sinto,
Porque o que sinto é imenso,
E as minhas palavras são minúsculas.

Faltam-me palavras,
Que me levem daqui,
Para bem longe,
Mas perto de ti.

Faltam-me palavras,
Que guardo cá dentro,
Para tas dizer um dia,
A olhar nos teus olhos.

Faltam-me palavras,
Para te dizer obrigado,
Por estares aí,
E também aqui.

Faltam-me palavras,
Simplesmente.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Irei até onde me levares!






















Irei até onde me levares!



Devagarinho cruzamos caminhos,
De amizade, de respeito, de sorrisos,
De cumplicidade, com o teu sorriso conquistas o mundo,
O mar sorri de alegria quando te vê,
E eu um ser minúsculo perante o teu sorriso,
Curvo-me para te servir,
Rejubila o meu coração por sentir este gostar,
Tu brilhas nos dias escuros,
Quando chegas fico nas nuvens,
Porque me transportas para um sonho,
Sonho de amor, de carinho, ternura,
Tu transportas a felicidade,
Abraças-me com o teu olhar,
Soltas o cabelo ao vento,
Passeias na passadeira da beleza.
És o meu sol,
O meu coração palpita porque sinto o teu coração
Abres os braços e eu não te consigo abraçar,
De boca aberta sigo os teus traços,
Hipnotizas os meus sentidos,
Deixo-me levar pela tua mão,
Irei até onde me levares.

Diz-me!














Diz-me!


Diz-me porque te amo tanto,

Diz-me que o sonho, não é só sonho,

Diz-me a mim que eu sou o teu sonho também,

Diz-me somente o teu grito,

Diz-me que ouves o meu,

Diz-me que brilharás sempre para mim,

Diz-me porque tenho frio quando não estás,

Diz-me que não sonho sozinho,

Diz-me porquê tanta dor nas minhas lágrimas,

Diz-me que contigo o mundo será sempre luz,

Diz-me simplesmente que estás, aí.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Como está escuro!


















Como está escuro!

Partiste contigo levaste o sol,
Foste alegrar outros corações,
Eu fico às escuras, triste,
Sem a tua luz e o teu brilho,
Caminho às escuras,
Só as estrelas me iluminam,
Procuro uma em especial,
Dei-lhe o nome de anjo,
Conhece-me como ninguém,
Ameniza esta ausência que me consome,
Sem a tua luz tenho um peso,
Que me sufoca e não me deixa respirar,
Volta trás o sol contigo,
Tira-me deste pesadelo,
Não sei para onde ir,
Se devo partir ou ficar,
Estou sem rumo,
Perdido na esperança de te encontrar.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Nas asas de um anjo!






















Nas asas de um anjo!


Leva-me contigo,
Nestas melodias que fiz para ti,
Escuta em cada nota o quanto te quero dizer,
Em cada acorde o meu grito,
E no final de cada uma,
Verás os meus olhos rasos de lágrimas,
Que brotam de um rio,
Um rio onde desejo que sejas feliz,
Não quero ser uma pedra no teu caminho,
Quero ser um porto de abrigo para ti,
Se um dia estiveres à deriva,
Estarei à tua espera,
Se me encontrares curvado,
Pelo peso dos anos,
Mesmo assim estarei à tua espera,
Amar faz doer,
Mentiram-me,
Quando me ensinaram que o amor nos faz sorrir,
Amar também nos mata,
Por amor corremos ao sabor do vento,
De mãos dadas felizes,
Mas por amor damos o salto,
E voarei,
Na certeza que a felicidade encontrarei,
Lá bem no fundo,
Então o meu amor será meu.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O teu sorriso!





















O teu sorriso!

Debruçado sobre o mar,
Deparo-me com a sua imensidão,
Uma brisa roça a minha face,
O céu estrelado vigia-me,
Imagino que me vês lá de cima,
Tento sentir-me perto de ti,
Os meus olhos tentam encontrar-te,
Sinto o teu cheiro, vejo o teu sorriso,
O teu arranjar de cabelo,
Aqui nesta praia,
Abraço-me como se te abraça-se,
Onde estivemos juntos, no meu sonho,
Viverei eternamente em busca de um sonho,
Real,
O Amor.

sábado, 5 de setembro de 2009

O teu reflexo ... .... em mim!



















O teu reflexo ... .... em mim!


No horizonte,
Nasce uma manhã nublosa,
Vestida de gotas de orvalho,
No meu leito vejo o reflexo,
Dos meus olhos nos teus,
Acarício o teu cabelo macio como algodão,
As tuas mãos tocam a minha face,
Nada dizemos,
Trocamos sonhos por beijos,
Acordo,
Procuro-te e não te encontro,
Era um sonho,
Abro a janela do meu quarto
Só então reparo que está negro como breu,
Porque tu és o sol ausente nos meus dias,
Anda,
Junta o teu brilho ao meu sonho.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Sentir a dois!



















Sentir a dois!


Mais uma vez sozinho,
Neste canto do Mundo
Mais uma vez aqui junto ao mar,
Onde tudo se imagina,
Onde tudo é possível,
Construo castelos de sonhos,
Mas sem ti desmoronam-se,
Tenho vontade de correr,
Mas sem ti não faz sentido,
Sinto-me estático, frágil,
Porque tu és a minha força,
Procuro os teus passos marcados,
Nesta areia que vem ao meu encontro,
O meu peito arde,
Mergulho na ânsia de acalmar este ardor,
Agora tremo de frio, não de dor,
Como é possível,
Diz-me,
Responde-me mar,
Tu que guardas os meus segredos,
Tu o cofre do meu tesouro,
Mar mesmo tu não me respondes,
Neste vai e vem sem fim,
Eu escrevo tu apagas,
Eu grito,
Tu ruges,
Um dia vou rir de felicidade,
Aqui junto a ti,
Onde agora choro,
Lágrimas que brotam,
Como nascente de um rio,
Toco-te suavemente,
Da tua agitação fazem parte sentimentos meus,
Inspiração, esperança,
Abraço as minhas pernas,
Sobre elas pouso a cabeça,
Fecho os olhos para te ver,
Só fechando os olhos se consegue ver um sonho,
Mar guarda bem os meus sonhos,
Deixa só o meu amor saber deles,
Sem ela sou uma jangada à deriva.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Esse livro que és tu!






















Esse livro que és tu!


Aqui distante,
Percorro o teu caminho,
Uma sensação estranha invade-me,
Só me apetece correr numa direcção,
Na tua.

Será exagero,
Percorrer um sonho,
Será exagero,
Sonhar com o amanhã,

De sorriso profundo,
Olhar meigo e doce,
Voz de menina,
Feiticeira.

Dos teus olhos brotam sonhos,
Ao avistar-te fico imóvel
Estático com medo de respirar,
Tenho medo de acordar do sonho.

Leio as tuas palavras vezes sem fim,
Imagino cada gesto teu,
Sinto o bater do teu coração,
Junto ao meu.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sonho azul e rosa!
























Sonho azul e rosa!


Não dizemos nada,
No entanto falamos,
Por sentimentos,
Por desejos,
Por sonhos.

Percorro-te,
Por trilhos secretos,
Descubro-te,
Tremo de emoção.

Distantes,
Caminhamos, na mesma direcção,
Da emoção, do desconhecido,
Da paixão, do amor.

O teu mar é o meu
A tua vontade a minha
O teu desejo o nosso,
O nosso olhar único.

Parados olhámo-nos,
Com vontade de correr,
Para o nosso sonho,
Que é azul mas também rosa.

De mãos trémulas,
Tocamo-nos,
Sentimo-nos,
Amamo-nos.