quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Diz-me!














Diz-me!


Diz-me porque te amo tanto,

Diz-me que o sonho, não é só sonho,

Diz-me a mim que eu sou o teu sonho também,

Diz-me somente o teu grito,

Diz-me que ouves o meu,

Diz-me que brilharás sempre para mim,

Diz-me porque tenho frio quando não estás,

Diz-me que não sonho sozinho,

Diz-me porquê tanta dor nas minhas lágrimas,

Diz-me que contigo o mundo será sempre luz,

Diz-me simplesmente que estás, aí.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Como está escuro!


















Como está escuro!

Partiste contigo levaste o sol,
Foste alegrar outros corações,
Eu fico às escuras, triste,
Sem a tua luz e o teu brilho,
Caminho às escuras,
Só as estrelas me iluminam,
Procuro uma em especial,
Dei-lhe o nome de anjo,
Conhece-me como ninguém,
Ameniza esta ausência que me consome,
Sem a tua luz tenho um peso,
Que me sufoca e não me deixa respirar,
Volta trás o sol contigo,
Tira-me deste pesadelo,
Não sei para onde ir,
Se devo partir ou ficar,
Estou sem rumo,
Perdido na esperança de te encontrar.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Nas asas de um anjo!






















Nas asas de um anjo!


Leva-me contigo,
Nestas melodias que fiz para ti,
Escuta em cada nota o quanto te quero dizer,
Em cada acorde o meu grito,
E no final de cada uma,
Verás os meus olhos rasos de lágrimas,
Que brotam de um rio,
Um rio onde desejo que sejas feliz,
Não quero ser uma pedra no teu caminho,
Quero ser um porto de abrigo para ti,
Se um dia estiveres à deriva,
Estarei à tua espera,
Se me encontrares curvado,
Pelo peso dos anos,
Mesmo assim estarei à tua espera,
Amar faz doer,
Mentiram-me,
Quando me ensinaram que o amor nos faz sorrir,
Amar também nos mata,
Por amor corremos ao sabor do vento,
De mãos dadas felizes,
Mas por amor damos o salto,
E voarei,
Na certeza que a felicidade encontrarei,
Lá bem no fundo,
Então o meu amor será meu.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O teu sorriso!





















O teu sorriso!

Debruçado sobre o mar,
Deparo-me com a sua imensidão,
Uma brisa roça a minha face,
O céu estrelado vigia-me,
Imagino que me vês lá de cima,
Tento sentir-me perto de ti,
Os meus olhos tentam encontrar-te,
Sinto o teu cheiro, vejo o teu sorriso,
O teu arranjar de cabelo,
Aqui nesta praia,
Abraço-me como se te abraça-se,
Onde estivemos juntos, no meu sonho,
Viverei eternamente em busca de um sonho,
Real,
O Amor.

sábado, 5 de setembro de 2009

O teu reflexo ... .... em mim!



















O teu reflexo ... .... em mim!


No horizonte,
Nasce uma manhã nublosa,
Vestida de gotas de orvalho,
No meu leito vejo o reflexo,
Dos meus olhos nos teus,
Acarício o teu cabelo macio como algodão,
As tuas mãos tocam a minha face,
Nada dizemos,
Trocamos sonhos por beijos,
Acordo,
Procuro-te e não te encontro,
Era um sonho,
Abro a janela do meu quarto
Só então reparo que está negro como breu,
Porque tu és o sol ausente nos meus dias,
Anda,
Junta o teu brilho ao meu sonho.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Sentir a dois!



















Sentir a dois!


Mais uma vez sozinho,
Neste canto do Mundo
Mais uma vez aqui junto ao mar,
Onde tudo se imagina,
Onde tudo é possível,
Construo castelos de sonhos,
Mas sem ti desmoronam-se,
Tenho vontade de correr,
Mas sem ti não faz sentido,
Sinto-me estático, frágil,
Porque tu és a minha força,
Procuro os teus passos marcados,
Nesta areia que vem ao meu encontro,
O meu peito arde,
Mergulho na ânsia de acalmar este ardor,
Agora tremo de frio, não de dor,
Como é possível,
Diz-me,
Responde-me mar,
Tu que guardas os meus segredos,
Tu o cofre do meu tesouro,
Mar mesmo tu não me respondes,
Neste vai e vem sem fim,
Eu escrevo tu apagas,
Eu grito,
Tu ruges,
Um dia vou rir de felicidade,
Aqui junto a ti,
Onde agora choro,
Lágrimas que brotam,
Como nascente de um rio,
Toco-te suavemente,
Da tua agitação fazem parte sentimentos meus,
Inspiração, esperança,
Abraço as minhas pernas,
Sobre elas pouso a cabeça,
Fecho os olhos para te ver,
Só fechando os olhos se consegue ver um sonho,
Mar guarda bem os meus sonhos,
Deixa só o meu amor saber deles,
Sem ela sou uma jangada à deriva.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Esse livro que és tu!






















Esse livro que és tu!


Aqui distante,
Percorro o teu caminho,
Uma sensação estranha invade-me,
Só me apetece correr numa direcção,
Na tua.

Será exagero,
Percorrer um sonho,
Será exagero,
Sonhar com o amanhã,

De sorriso profundo,
Olhar meigo e doce,
Voz de menina,
Feiticeira.

Dos teus olhos brotam sonhos,
Ao avistar-te fico imóvel
Estático com medo de respirar,
Tenho medo de acordar do sonho.

Leio as tuas palavras vezes sem fim,
Imagino cada gesto teu,
Sinto o bater do teu coração,
Junto ao meu.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sonho azul e rosa!
























Sonho azul e rosa!


Não dizemos nada,
No entanto falamos,
Por sentimentos,
Por desejos,
Por sonhos.

Percorro-te,
Por trilhos secretos,
Descubro-te,
Tremo de emoção.

Distantes,
Caminhamos, na mesma direcção,
Da emoção, do desconhecido,
Da paixão, do amor.

O teu mar é o meu
A tua vontade a minha
O teu desejo o nosso,
O nosso olhar único.

Parados olhámo-nos,
Com vontade de correr,
Para o nosso sonho,
Que é azul mas também rosa.

De mãos trémulas,
Tocamo-nos,
Sentimo-nos,
Amamo-nos.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Mar salgado!


















Mar salgado!


Aqui estou eu,
Sentado neste mar salgado,
Mar que é nosso,
E no entanto não consigo ver o teu,
Tu não vês o meu.

Aqui estou eu,
A derramar lágrimas salgadas,
De saudade, de ti,
Meu amor.

Aqui estou eu,
Feliz por te amar,
Com o coração partido em dois,
A felicidade e a tristeza.

Aqui estou eu,
Feliz,
Por me deixares amar-te,
Mas triste,
Porque estás tão longe.

Aqui estou eu,
Longe do meu amor,
À distância de um sonho,
Mas tão perto que sinto o teu toque.

Aqui estou eu,
Quero ser a tua luz,
Tu és a minha,
És o meu sol e mar.

Aqui estou eu,
De mãos trémulas,
Deixo páginas em branco na minha vida,
Sonho que as preenchas comigo.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Suspiros!

















Suspiros!

Suspiros, dor enviada pelo coração,
Dor por estares ausente,
Os meus suspiros vagueam pelo céu,
À tua procura, sem rumo.

Suspiro tanto que me dói o peito,
Vem, és o antídoto para esta dor,
Suspiros apaixonados lanço no vento,
E tu não os ouves,
Se os ouvisses verias como te amo.

Suspiro ao som da tua melodia,
Perco-me nos teus olhos, que me enfeitiçam,
Acaricio-te no meu silêncio,
Na ânsia do teu amor.

Bradas emoções guardadas,
Que recebo no meu peito,
O teu rosto grita o meu grito,
Arranca-me desta solidão calada, sofrida.

Abraças-me com ternura,
Enxuga-me as lágrimas,
Que verti à tua procura,
E trémula dizes, com a tua voz de menina,
Meu amor.

Conto as noites que passo, sem ti,
Sobra-me o tempo sem fim,
Quero-te amar, amar, amar,
Minha vida, MEU AMOR.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Desejei tanto!



















Desejei tanto!

Aqui neste cantinho,
Que é o Mundo exponho palavras,
Sentimentos, desejos, sonhos,
Desejei tanto, e encontrei-te,
E no entanto não consigo tocar-te,
Quero amar sem receio,
Dar-te a mão para não me perder,
Por amor quero viver,
Olhar bem dentro do teu coração,
Sentir a tua felicidade,
Nos meus olhos,
Correr ao teu encontro,
Abraçar-te e dizer-te anda sê feliz,
Porque te adoro e te amo,
Pelo teu amor saltarei para a eternidade.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Recebe este ramo!























Recebe este ramo!


Corres livremente,
No meu coração,
Entraste devagarinho,
Eu deixei,
Porque preciso de ti.

Tenho um nó na garganta,
Parto à procura de palavras,
Não sinto o meu corpo,
Neste presídio calado.

Abriste com lentidão,
O meu coração,
Começaste a lêr-me os segredos,
Que guardo cá dentro,
Segredos que não quero ter para ti.

Os teus dedos, folheam os meus sentidos,
Fica no ar o teu aroma, que me enfeitiça,
O teu respirar arrepia o meu corpo,
Apaixonado, embalo-te nos teus e nos meus sonhos.

Libertas o meu sonho, da insegurança,
Agora sou feliz, porque tomas conta de mim,
Mesmo dormindo nos meus braços,
Sorris enquanto te acaricio e digo meu amor.

Recebe este ramo,
Singelo, simples, como nós,
Nele embrulho o meu coração,
Para ti.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Deixa-me sonhar!
























Deixa-me sonhar!


O meu coração bate forte,
Com vontade de correr,
Ao teu encontro,
Mas onde estás?

Sinto-te e não consigo tocar-te,
Ao espelho vejo o teu reflexo,
Deixa-me encostar a cabeça no teu ombro,
Não tenho medo das palavras,
Todas são poucas para dizer o que sinto.

Deixa-me sonhar,
Sonha comigo,
Deixa-me viver o meu sonho,
Que és tu.

Este ardor que é a tua ausência,
Amar em silêncio queima e dói,
Envolve-me com o teu abraço,
Olha nos meus olhos,
E sente como sou feliz.

És suave como a brisa,
O teu rosto macio como seda,
O teu sorriso, o amanhecer,
O teu toque, o sol.

És presença constante,
Abraço-te no meu sonho,
Sinto o bater do teu coração,
Será pecado amar um anjo?

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Tenho medo das palavras!


















Tenho medo das palavras!

Corres na minha direcção,
De braços abertos,
Choro de alegria,
Porque és tudo que eu queria.

Marcas os teus passos,
No meu coração,
Na minha vida,
És melodia que me enfeitiça.

Tenho medo,
Das palavras,
Que queria dizer,
Medo de te perder.

Tanto te disse,
Nada te ofereci,
Apareceste quando estava à deriva,
Agarrei-me ao teu carinho.

Tens o dom de fazer sonhar,
Porque és um sonho,
Estendes a tua mão,
Agarras a minha vida.

Se tiveres medo,
Estou aqui,
Se quiseres a minha vida,
Já é tua.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Onde estás?




















Onde estás?


Tantas saudades de ti,
Aqui nesta água fresca,
Neste sol que me queima a alma,
Onde estás?

Se o meu desejo se concretiza-se,
Estarias aqui,
A sorrir, a ser feliz,
A fazer-me feliz.

Saudade,
Palavra que até o mar,
Teima em não apagar,
Esta dor que me queima.

És melodia suave,
Calma que faz sonhar,
Ao teu som,
Embalo o pensamento.

Escrevo o que não vês,
Mas sinto o teu olhar,
No horizonte,
A rir por eu corar.

Dói-me o coração,
Está carregado de palavras,
Suspensas para tas oferecer,
Abre os braços,
Deixa-me dizer o quanto te adoro.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O beijo de um anjo ou querubim!

















O beijo de um anjo ou querubim!


Aqui neste mar salgado,
Por tanta gente pisado,
Deitado nestas águas,
Sinto-me embalado por ti.


O meu pensamento,
Corre à tua procura,
Abraças, o meu pensamento,
Dá-me beijos salgados.


Tanto mar,
Tanta luz,
Só tu brilhas como o sol,
Qual anjo, qual querubim,
Tu brilhas para mim.


Chegas de mansinho,
Com teu cheiro a alecrim,
Falas sem falar,
Tocas-me com o teu olhar.


Falas sem palavras,
Cada gesto teu um sinal,
Entro no teu mundo,
Que quero meu.


Estás à distãncia,
Da saudade,
Saudade do teu olhar,
Saudade do sonho, que somos nós.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Junta a tua sombra à minha!



















Junta a tua sombra à minha!


É tarde deixo-me guiar
pelos meus passos,
A minha sombra,
Faz-me companhia.

Tantas saudades,
Da tua presença,
Imagino a minha sombra,
Ser a tua sombra.

Embalado por uma melodia,
Percorro distâncias sem fim,
Cada nota, são as tuas palavras,
O refrão os teus beijos.

Nesta pauta que é a vida,
És sinfonia,
Estrofe de alegria,
Melodia suave e terna.

Ouço o teu murmurar baixinho
A tua presença constante
Aqui bem perto de mim,
Tão perto que sinto o teu respirar.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

És o meu aconchego!


















És o meu aconchego!


Passo a passo,
Lentamente,
Com doces sensações,
Enlaças-me na tua saudade.


Como vivo assim?
Se não estás
Leva-me contigo,
Serás capaz?


Tu vais comigo,
No aconchego do meu ser,
Juntos seremos luz,
Razão de existência.


Sou tão frágil,
Sopras palavras de carinho,
Na minha direcção,
Eu devolvo-as,
Juntamente com o meu coração.


Somos linha paralela,
Tu és locomotiva,
Eu vagão,
Sem ti não tenho direcção.


Quando me estenderes a mão,
Não te deixarei partir,
Sem ti perco-me,
No meio do nada.


Sê o meu rumo,
A minha estrela cadente,
Sê a razão,
Do bater do meu coração.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Horas, tempo sem fim!



















Horas, tempo sem fim!


Horas definição de tempo,
Minutos vividos,
Momentos passados,
Ao luar.

Horas contigo quero estar,
Aqui ou em qualquer lugar,
Junto ao mar colo te quero dar,
E o meu ombro te oferecer.

Horas de vida tenho eu,
Passadas, por caminhos trilhados,
Horas quantas tenho,
Para aqui estar?

Horas de ilusão,
Mas horas vividas com paixão,
Horas de saudade,
Que sinto de ti.

Sê tu as minhas horas,
Acende a tua luz,
Quando a noite chegar,
Não quero dormir, só te quero amar.

Horas, tempo sem fim,
Para ti, que és dona de mim,
Anda, dá-me a tua mão,
Horas não são precisas aqui.

Palavras ditas por ti!























Palavras ditas por ti


Quero começar um dia talvez,
Aqui, neste lugar,
Sem pressa de partir,
Com desejo de ficar.

Fecho os olhos para ver a vida,
Encostei-me à saudade,
Como me encostarei a ti,
Preciso de ti aqui.

Com os meus dedos, escrevo sem fim,
Palavras ditas por ti,
Para mim,
Que saudades.

Gravo na pedra o teu carinho,
E o teu sorriso,
Para todos os dias o ver,
Ao amanhecer.

Ainda cedo,
Ainda madrugada,
Oiço o teu despertar
E no meu peito o teu pulsar.

No meio da multidão,
De olhos vendados,
Sinto o teu aroma,
A mar.

És estrela cadente,
Miragem do oriente,
Cascata cristalina,
Que me rega a vida.

Madrugada fresca,
Orvalho de alegria,
Gotículas do teu ser,
No meu amanhecer.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A minha estrela!



















A minha estrela!

As estrelas são o meu tecto,
O meu leito um verde prado,

A lua a minha luz,

A nossa luz.

Mesmo debaixo de um manto estrelado,

Abraço-te com carinho,

Horas infinitas passamos,

Nada marcará o nosso tempo.

Os grilos soltam estridentes canções,
Que embalam os nossos corações,

Tanto te direi abraçados sobre o luar,

Sobre o teu olhar.


Tens no meu coração,

Batimentos de vida,

Sentidos por ti,

Por nós.


És antídoto para a dor,

Orvalho da manhã,

Salpicas o meu coração,

Com o mel do teu amor.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Eco!


















Eco!



Cá estou eu,
Sem nada para oferecer,
Porque nada tenho,
Apenas frio.

Viajo em busca de calor,
Que não é meu,
Cubro-me com esta folha,
Carregada de palavras.

Percorro íngremes caminhos,
Na ânsia de me perder,
A cada passo uma tentação,
Saltar.

A cada palavra dita,
Uma dor associada,
Em cada gesto,
Um sonho aniquilado.

Sento-me nesta areia molhada,
Escrevo ilusões depressa apagadas,
Pegadas distingo,
Mas não o caminho.

Ouço gritos,
Olho em redor,
É o eco do meu coração.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

És dona do meu mundo!


















És dona do meu mundo!


Nada posso partilhar,
Porque tudo é teu
És dona do meu mundo.

Sou um ser vestido de nada
Envolves-me com a tua aura
Resguardas-me com a tua protecção.

Emanas doce perfume,
Enibrias-me com o teu odor,
Sabes a sal e a mel.

Pousas sobre mim a tua mão,
Tão suave como flocos de neve,
Companhia sem presença,
Mas presente,
Aqui no meu pensamento.

Partilhas os teus segredos
Guardas os meus,
Onde eu guardo os teus.

Percorro caminhos que foram teus,
Juntos caminhamos lado a lado,
Sem rumo mas juntos.

Anda dá-me a tua mão,
É ela quem me guia,
Na direcção de um sonho.

Sou Outono,
Tu és primavera,
Livra-me do Inverno,
Juntos seremos Verão.

Desculpa!




















Desculpa,
Por não te poder abraçar,
Sou um ser minúsculo,
Os meus braços são pequenos.

Desculpa,
Se o meu sonho me guia na tua direcção,
Culpo o vento?
Ou o coração?

Desculpa,
Pelo que não consigo dizer,
Terás que um enigma saber lêr,
... ....

Desculpa,
Se me escondo no teu refúgio,
E me agarro ao teu sorriso.

Desculpa,
Só tenho o meu coração para oferecer,
Quando tu mereçes o mundo.

Desculpa,
Um dia pedirei
Por tudo que não te dei.

Desculpa,
Pelo tempo que me dás,
Retribuir sinto-me incapaz.

Melodia que me adormece!























Melodia que me adormece!


O meu sol,
És tu,
Mesmo sendo um sonho.

És musica que ouço,
Melodia que me adormeçe,
Nas tuas notas embalas o meu coração.

Quero que brilhes para mim,
Que me aqueças no teu carinho,
Sê a minha sombra,
Guia-me por caminhos de luz.

O teu brilho é intenso,
Prendes-me com finos raios dourados,
Adoças os meus momentos,
Com a tua presença.

Estás à distância de um sonho,
Imagino o teu toque,
O teu olhar,
Ouço a tua voz de menina.

Abro o meu coração à tua presença,
O teu sol alimenta-me,
Sem ti tudo morreria,
Estás longe e tão perto.

Corro intermináveis planícies,
Na ânsia de te encontrar,
Estás na serra,
Eu ainda no mar.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Vida!
























Vida!


Vida,
Palavra pequena,
Mas enorme.

Vida,
Catálogo de sentimentos
Janela de lamentos.

Vida,
Partilha de segredos,
E momentos.

Vida,
Com ela gerámos vida,
E morremos.

Vida,
A nossa,
A minha e a tua.

Vida,
Quero ter,
Para a poder oferecer.

Vida,
Sem amor é solidão,
Anda dá-me a tua mão.

Vida,
Estou aqui,
Tu onde estás?

Vida,
Se te perder,
Jamais te encontrarei.

O que me trás aqui?

























O que me trás aqui?
A saudade ou a esperança?
Perguntas constantes
Respostas distantes.

Caminho pelo estrada
Do meu pensamento,
Vagueio sem cessar,
Até te encontrar.

Sinto uma brisa suave
Que me embala,
Deixo-me levar para longe,
Mas perto de ti.

Os meus passos,
Os meus pensamentos,
Convergem numa direcção
Sempre o mar.

Mar que me vicia,
E me faz juntar
Consoantes e vogais,
Para construir palavras banais.

Serenamente
rejuvenesço a minha alma,
Aqui,
Junto a ti.

Mar e estrelas,
Lua e sol,
Serra e neve,
Calor e frio,
Amor e paixão,
Vida,
Pedaços de carinho
Contigo quero partilhar.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Quem sou eu?
























Quem sou eu?
Uma criança
Que brincou,
Correu e pulou.

Um adolescente
Que cresceu,
Sonhou e se apaixonou.

Um homem,
Um amigo,
Um marido,
Um pai.

Mas quem sou eu?
Para quem não me conhece
Sou opaco,
Na minha opacidade
Guardo os meus segredos.

Mas olha bem,
E verás como sou transparente,
Na minha transparência
Encontrarás os meus sonhos.

Não são grandes sonhos,
Mas são sonhos grandes
Sonhos que me agitam
E impelem até aqui.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Palavras que nos tocam!


















Palavras que nos tocam!


Palavras ditas, sentidas,
Tantas palavras para oferecer,
Através das palavras tanto te dizer,
As tuas palavras eu quero receber.

Palavras que nos tocam,
Que nos queimam a alma,
Palavras que nos apertam o coração,
Palavras são palavras, ou será ilusão.

Palavras de carinho, de afecto,
Palavras que nos fazem sonhar,
Palavras que nos fazem correr,
Palavras nos fazem amar.

Palavras de dor, basta,
Palavras de amor quero dizer,
Palavras contigo quero construir,
Palavras tenho medo de dizer.

Palavras que um dia irás entender
Palavras que não vou dizer, mas vais sentir
Palavras vou dizer, para não partires
Palavras para quê? Basta um olhar.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O meu tempo é teu!


















O meu tempo é teu!



Não sou dono do tempo,
o tempo não é de ninguém,
quem pensa que tem o tempo,
não sabe o tempo que tem.


Tempo houve em que sofri,
Num certo tempo morri,
O tempo do meu desgosto,
Morre neste tempo aqui.


Tenho uma eternidade de tempo,
Tempo que é meu, mas também é teu,
Contigo quero passar o tempo,
Sem dar pelo tempo passar.


Tanto tempo quero ter,
Para o meu tempo te oferecer,
Quero ter o teu tempo
A vida inteira junto ao meu.


Não sei o tempo que tenho,
Mas o meu tempo quero contigo estar,
Passar o nosso tempo,
Sem dar pelo tempo passar.


Que bom é o teu tempo
Que me faz sonhar,
Ficar todo o meu tempo,
Nos teus braços para te amar.


O nossso tempo
Junto ao mar vamos passar
Durante esse tempo
O nosso tempo jamais irá acabar.

O meu tempo é de um anjo,
Queira ele o meu tempo aceitar.