quinta-feira, 30 de julho de 2009

O beijo de um anjo ou querubim!

















O beijo de um anjo ou querubim!


Aqui neste mar salgado,
Por tanta gente pisado,
Deitado nestas águas,
Sinto-me embalado por ti.


O meu pensamento,
Corre à tua procura,
Abraças, o meu pensamento,
Dá-me beijos salgados.


Tanto mar,
Tanta luz,
Só tu brilhas como o sol,
Qual anjo, qual querubim,
Tu brilhas para mim.


Chegas de mansinho,
Com teu cheiro a alecrim,
Falas sem falar,
Tocas-me com o teu olhar.


Falas sem palavras,
Cada gesto teu um sinal,
Entro no teu mundo,
Que quero meu.


Estás à distãncia,
Da saudade,
Saudade do teu olhar,
Saudade do sonho, que somos nós.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Junta a tua sombra à minha!



















Junta a tua sombra à minha!


É tarde deixo-me guiar
pelos meus passos,
A minha sombra,
Faz-me companhia.

Tantas saudades,
Da tua presença,
Imagino a minha sombra,
Ser a tua sombra.

Embalado por uma melodia,
Percorro distâncias sem fim,
Cada nota, são as tuas palavras,
O refrão os teus beijos.

Nesta pauta que é a vida,
És sinfonia,
Estrofe de alegria,
Melodia suave e terna.

Ouço o teu murmurar baixinho
A tua presença constante
Aqui bem perto de mim,
Tão perto que sinto o teu respirar.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

És o meu aconchego!


















És o meu aconchego!


Passo a passo,
Lentamente,
Com doces sensações,
Enlaças-me na tua saudade.


Como vivo assim?
Se não estás
Leva-me contigo,
Serás capaz?


Tu vais comigo,
No aconchego do meu ser,
Juntos seremos luz,
Razão de existência.


Sou tão frágil,
Sopras palavras de carinho,
Na minha direcção,
Eu devolvo-as,
Juntamente com o meu coração.


Somos linha paralela,
Tu és locomotiva,
Eu vagão,
Sem ti não tenho direcção.


Quando me estenderes a mão,
Não te deixarei partir,
Sem ti perco-me,
No meio do nada.


Sê o meu rumo,
A minha estrela cadente,
Sê a razão,
Do bater do meu coração.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Horas, tempo sem fim!



















Horas, tempo sem fim!


Horas definição de tempo,
Minutos vividos,
Momentos passados,
Ao luar.

Horas contigo quero estar,
Aqui ou em qualquer lugar,
Junto ao mar colo te quero dar,
E o meu ombro te oferecer.

Horas de vida tenho eu,
Passadas, por caminhos trilhados,
Horas quantas tenho,
Para aqui estar?

Horas de ilusão,
Mas horas vividas com paixão,
Horas de saudade,
Que sinto de ti.

Sê tu as minhas horas,
Acende a tua luz,
Quando a noite chegar,
Não quero dormir, só te quero amar.

Horas, tempo sem fim,
Para ti, que és dona de mim,
Anda, dá-me a tua mão,
Horas não são precisas aqui.

Palavras ditas por ti!























Palavras ditas por ti


Quero começar um dia talvez,
Aqui, neste lugar,
Sem pressa de partir,
Com desejo de ficar.

Fecho os olhos para ver a vida,
Encostei-me à saudade,
Como me encostarei a ti,
Preciso de ti aqui.

Com os meus dedos, escrevo sem fim,
Palavras ditas por ti,
Para mim,
Que saudades.

Gravo na pedra o teu carinho,
E o teu sorriso,
Para todos os dias o ver,
Ao amanhecer.

Ainda cedo,
Ainda madrugada,
Oiço o teu despertar
E no meu peito o teu pulsar.

No meio da multidão,
De olhos vendados,
Sinto o teu aroma,
A mar.

És estrela cadente,
Miragem do oriente,
Cascata cristalina,
Que me rega a vida.

Madrugada fresca,
Orvalho de alegria,
Gotículas do teu ser,
No meu amanhecer.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A minha estrela!



















A minha estrela!

As estrelas são o meu tecto,
O meu leito um verde prado,

A lua a minha luz,

A nossa luz.

Mesmo debaixo de um manto estrelado,

Abraço-te com carinho,

Horas infinitas passamos,

Nada marcará o nosso tempo.

Os grilos soltam estridentes canções,
Que embalam os nossos corações,

Tanto te direi abraçados sobre o luar,

Sobre o teu olhar.


Tens no meu coração,

Batimentos de vida,

Sentidos por ti,

Por nós.


És antídoto para a dor,

Orvalho da manhã,

Salpicas o meu coração,

Com o mel do teu amor.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Eco!


















Eco!



Cá estou eu,
Sem nada para oferecer,
Porque nada tenho,
Apenas frio.

Viajo em busca de calor,
Que não é meu,
Cubro-me com esta folha,
Carregada de palavras.

Percorro íngremes caminhos,
Na ânsia de me perder,
A cada passo uma tentação,
Saltar.

A cada palavra dita,
Uma dor associada,
Em cada gesto,
Um sonho aniquilado.

Sento-me nesta areia molhada,
Escrevo ilusões depressa apagadas,
Pegadas distingo,
Mas não o caminho.

Ouço gritos,
Olho em redor,
É o eco do meu coração.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

És dona do meu mundo!


















És dona do meu mundo!


Nada posso partilhar,
Porque tudo é teu
És dona do meu mundo.

Sou um ser vestido de nada
Envolves-me com a tua aura
Resguardas-me com a tua protecção.

Emanas doce perfume,
Enibrias-me com o teu odor,
Sabes a sal e a mel.

Pousas sobre mim a tua mão,
Tão suave como flocos de neve,
Companhia sem presença,
Mas presente,
Aqui no meu pensamento.

Partilhas os teus segredos
Guardas os meus,
Onde eu guardo os teus.

Percorro caminhos que foram teus,
Juntos caminhamos lado a lado,
Sem rumo mas juntos.

Anda dá-me a tua mão,
É ela quem me guia,
Na direcção de um sonho.

Sou Outono,
Tu és primavera,
Livra-me do Inverno,
Juntos seremos Verão.

Desculpa!




















Desculpa,
Por não te poder abraçar,
Sou um ser minúsculo,
Os meus braços são pequenos.

Desculpa,
Se o meu sonho me guia na tua direcção,
Culpo o vento?
Ou o coração?

Desculpa,
Pelo que não consigo dizer,
Terás que um enigma saber lêr,
... ....

Desculpa,
Se me escondo no teu refúgio,
E me agarro ao teu sorriso.

Desculpa,
Só tenho o meu coração para oferecer,
Quando tu mereçes o mundo.

Desculpa,
Um dia pedirei
Por tudo que não te dei.

Desculpa,
Pelo tempo que me dás,
Retribuir sinto-me incapaz.

Melodia que me adormece!























Melodia que me adormece!


O meu sol,
És tu,
Mesmo sendo um sonho.

És musica que ouço,
Melodia que me adormeçe,
Nas tuas notas embalas o meu coração.

Quero que brilhes para mim,
Que me aqueças no teu carinho,
Sê a minha sombra,
Guia-me por caminhos de luz.

O teu brilho é intenso,
Prendes-me com finos raios dourados,
Adoças os meus momentos,
Com a tua presença.

Estás à distância de um sonho,
Imagino o teu toque,
O teu olhar,
Ouço a tua voz de menina.

Abro o meu coração à tua presença,
O teu sol alimenta-me,
Sem ti tudo morreria,
Estás longe e tão perto.

Corro intermináveis planícies,
Na ânsia de te encontrar,
Estás na serra,
Eu ainda no mar.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Vida!
























Vida!


Vida,
Palavra pequena,
Mas enorme.

Vida,
Catálogo de sentimentos
Janela de lamentos.

Vida,
Partilha de segredos,
E momentos.

Vida,
Com ela gerámos vida,
E morremos.

Vida,
A nossa,
A minha e a tua.

Vida,
Quero ter,
Para a poder oferecer.

Vida,
Sem amor é solidão,
Anda dá-me a tua mão.

Vida,
Estou aqui,
Tu onde estás?

Vida,
Se te perder,
Jamais te encontrarei.

O que me trás aqui?

























O que me trás aqui?
A saudade ou a esperança?
Perguntas constantes
Respostas distantes.

Caminho pelo estrada
Do meu pensamento,
Vagueio sem cessar,
Até te encontrar.

Sinto uma brisa suave
Que me embala,
Deixo-me levar para longe,
Mas perto de ti.

Os meus passos,
Os meus pensamentos,
Convergem numa direcção
Sempre o mar.

Mar que me vicia,
E me faz juntar
Consoantes e vogais,
Para construir palavras banais.

Serenamente
rejuvenesço a minha alma,
Aqui,
Junto a ti.

Mar e estrelas,
Lua e sol,
Serra e neve,
Calor e frio,
Amor e paixão,
Vida,
Pedaços de carinho
Contigo quero partilhar.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Quem sou eu?
























Quem sou eu?
Uma criança
Que brincou,
Correu e pulou.

Um adolescente
Que cresceu,
Sonhou e se apaixonou.

Um homem,
Um amigo,
Um marido,
Um pai.

Mas quem sou eu?
Para quem não me conhece
Sou opaco,
Na minha opacidade
Guardo os meus segredos.

Mas olha bem,
E verás como sou transparente,
Na minha transparência
Encontrarás os meus sonhos.

Não são grandes sonhos,
Mas são sonhos grandes
Sonhos que me agitam
E impelem até aqui.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Palavras que nos tocam!


















Palavras que nos tocam!


Palavras ditas, sentidas,
Tantas palavras para oferecer,
Através das palavras tanto te dizer,
As tuas palavras eu quero receber.

Palavras que nos tocam,
Que nos queimam a alma,
Palavras que nos apertam o coração,
Palavras são palavras, ou será ilusão.

Palavras de carinho, de afecto,
Palavras que nos fazem sonhar,
Palavras que nos fazem correr,
Palavras nos fazem amar.

Palavras de dor, basta,
Palavras de amor quero dizer,
Palavras contigo quero construir,
Palavras tenho medo de dizer.

Palavras que um dia irás entender
Palavras que não vou dizer, mas vais sentir
Palavras vou dizer, para não partires
Palavras para quê? Basta um olhar.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O meu tempo é teu!


















O meu tempo é teu!



Não sou dono do tempo,
o tempo não é de ninguém,
quem pensa que tem o tempo,
não sabe o tempo que tem.


Tempo houve em que sofri,
Num certo tempo morri,
O tempo do meu desgosto,
Morre neste tempo aqui.


Tenho uma eternidade de tempo,
Tempo que é meu, mas também é teu,
Contigo quero passar o tempo,
Sem dar pelo tempo passar.


Tanto tempo quero ter,
Para o meu tempo te oferecer,
Quero ter o teu tempo
A vida inteira junto ao meu.


Não sei o tempo que tenho,
Mas o meu tempo quero contigo estar,
Passar o nosso tempo,
Sem dar pelo tempo passar.


Que bom é o teu tempo
Que me faz sonhar,
Ficar todo o meu tempo,
Nos teus braços para te amar.


O nossso tempo
Junto ao mar vamos passar
Durante esse tempo
O nosso tempo jamais irá acabar.

O meu tempo é de um anjo,
Queira ele o meu tempo aceitar.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Ao meu encontro vem quem não conheço!


















Junto ao mar
é onde me encontro,
luto por esquecer
do que me queria lembrar.

Ao meu encontro
vem quem não conheço,
mas quem eu adoro,
vem quem nunca vi,
mas que eu sinto dentro
do meu peito.

Estás tão longe,
mas consigo tocar-te,
com a tua mão
indicas-me o caminho,
com a tua protecção
livras-me do perigo.

Vidas cruzadas,
na estrada da vida,
histórias de quem só quis amar,
mas morre com a despedida.

Ofereces-me o teu ombro,
em troca dou-te a minha amizade,
por cada palavra tua,
um bocadinho de nada
que é o meu coração.

És real, estás aqui,
tão perto de mim
que sinto o teu respirar,
porque fecho os meus olhos
e consigo abraçar-te.

Tens-me aqui,
ao alcance de um sorriso,
tão perto que consigo
dizer-te OBRIGADO

sexta-feira, 26 de junho de 2009























Sigo a minha sombra!



Sigo a minha sombra,
Fujo do meu medo,
O meu coração dói tanto,
No entanto encontro uma luz,
A tua luz.

A luz de um anjo,
Luz que aquece, a minha alma,
Fazes da minha noite
O mais lindo dia de primavera.

És história de encantar,
Olhinhos fazes brilhar,
A tua presença,
Sem presença.

A tua voz sem te ouvir,
O teu abraço sem te sentir,
Iluminas os meus passos,
Levas-me para longe do abismo.

O teu toque é suave,
Macio como o veludo,
Tuas palavras,
aconchegam como a lã

Tu és luz,
És sorriso,
És ternura,
És doçura.

Tu és o meu anjo.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Nos meus pés estão as marcas


















Nos meus pés estão as marcas das minhas palavras!


Vou partir,
Mas não me vou render,
Mesmo que a minha vida
Seja um lamento

Há tanto por falar,
As coisas que não disse,
E quis dizer,
Queria poder soltar as palavras,
Sem fronteiras,
Mas fazes das minhas palavras,
Tuas prisioneiras

Palavras que já não consigo dizer,
mas os meus olhos trazem escrito,
tudo aquilo que sinto,
nos meus pés estão as marcas
das minhas palavras.

Amanhece!


















Amanhece!

Amanhece, nasce o sol,
Com os seus raios de mel,
Estou só, no entanto,
Tantos seres se interrogam.

Porque está ele aqui?
Porque escreve palavras
Na areia molhada da nossa casa?
Porque teima em verter lágrimas
De sangue no nosso leito.

Vergo-me,
Perante o silêncio e a saudade,
Dentro do meu silêncio,
Ouço o teu murmurar.

Sinto a falta do teu cheiro,
Do olhar que me enfeitiçou,
Nas sombras vejo o teu sorriso,
Confesso diante da minha mágoa
O teu olhar tocou-me e despiu-me
E deixou o meu coração sem defesas

A intensidade do teu olhar,
Tocou a minha alma,
Quis tocar a tua também,
Nesse momento, quis ser o teu mundo

Rasgaste-me por dentro,
Fizeste-me perder o chão,
Quase morri pelo teu amor.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Caminho sobre espinhos!
























Caminho sobre espinhos!

Passos lentos
sem rumo mas,
à tua procura,
quem és tu criatura
que me faz sofrer

Alojaste no meu coração
tomas conta dos meus pensamentos
comandas os meus passos
sinto-te e não te encontro.

Percorro estradas sem fim
agrestes que me fazem
procurar planícies suaves
mas só encontro os teus espinhos
que teimas em espalhar por onde passo.

Conheço o teu sorriso
mas também a tua dor
sinto o teu aroma
entranhado no meu corpo

A minha fuga é para
te encontrar, e no entanto
só encontro saudade, mágoa, solidão.

Se um dia tiveres coragem
sabes onde estou
junto ao mar, de olhos fechados,
mas a ver-te, corro para ti,
de braços abertos,
mesmo que sejas uma ilusão.

Procuro na imensidão!
























Procuro na imensidão!


Procuro na imensidão curta do tempo
A razão de permanecer aqui
Transporto-me para o passado.

Ergo-me das areias do que fui
Varrido pela brisa fervorosa
Desloco-me ao teu encontro.

Parto, chego ao entroncamento
Vacilo…por onde vou?
O meu olhar distancia-se no horizonte
Contemplo a planície à tua procura
mas tu escondeste com medo do que sentes.

Sou simplesmente aquilo que sou
Não sou imaginário,
sou real por isso sofro
Reprimo o meu sofrer
Porque sinto dor.

A saudade esvai-se
Como um rio que corre
No trilho de um novo sentir

Respiro o ar que me agita
Incendiando este fogo de te ter
Numa continuidade da paz descoberta
Nesta vida sedenta de viver
Por ti.

Eu um simples mortal!




















Eu um simples mortal!


Eu um simples mortal
Quero olhar e ver-te,
sentir-te bem fundo no meu peito.

Olhar nos teus olhos de mel
Ver de perto as rugazinhas,
quando tu docemente sorris.

Ver o brilho de felicidade neles retidos
Ver a beleza contida nesse olhar
Ver a construção de um poema meu.

Ver o que vês na poesia que eu esculpo
Quero olhar e ver-te, sentir-te,
Tocar-te, abraçar-te, beijar-te.

Quero sentir, o teu olhar
até ao dia que te vou abraçar
sentir o teu corpo pleno, no meu
deixar tagarelar o meu coração
acariciar os teus cabelos sedosos
murmurar-te ao ouvido
por favor, leva-me contigo
mesmo que não me queiras ver.

Deixa-me dar a minha vida
por ti, quero, preciso de ti.

Não te encontrei!























Não te encontrei!


Quantas vezes, contemplei o mar
Perdendo-me no horizonte
Mas não te encontrei.

Quantas vezes, aguardei
Que viesses amainar
A saudade, que me mata.

Quantas vezes, almejei ser alga
Sentir a carícia das ondas
E mergulhar no afago do teu carinho.

Quantas vezes… permaneci
Sentado na margem da vida
à tua espera,
Não senti o tempo passar
Mas senti o meu pranto resvalar
Beijando lágrimas salgadas
Vertidas por ti

Quantas vezes, ansiei o teu sorriso
Afagando a minha face dorida
Pela dor da tua ausência

Quantas vezes, o meu coração parou
Cansado, atordoado, perdido…
Palpitando somente,
Cada momento sem ti
Dilacera o meu corpo

Quantas vezes, desejei loucamente
Procurar-te por ai…
Embora sabendo onde estas

Quantas vezes, ambicionei ser anjo
Apertar-te no calor do meu corpo
E transformar os teus pesadelos
Em sonhos perfumados e de beijos

Quantas vezes desejei
E acreditei
Que o destino te trouxesse
Por fim, até mim.

Vem como eu preciso de ti!

O meu rosto!













O meu rosto!


Encaro-me, frente a frente
Vislumbro um olhar triste
Que deixa deslizar suavemente
Um veio de lágrimas
Límpidas e puras
Brotando impetuosamente
Do interior da minha alma.

Sulcando o meu rosto perfumado
Pela tua fragrância que deixaste
com os teus beijos.

De alma magoada
Lágrimas que não consigo reter
Desabrocham docemente, silenciosas
Carregadas de saudade, ternura, e destino.

O meu rosto sereno
deixa-se trespassar
os meus lábios sorvem
o agridoce da ternura que és tu.

A minha alma absorve o destino cinzelado
duro, áspero, doloroso, que é amar-te
Os meus olhos marejados reflectem
O sentir e o querer da minha alma.

Mas sou um ser
com o corpo fatigado
Pelo Outono da vida…

Se um dia ressuscitar
quero estar ao teu lado
para começar de novo
o amor que não vivi.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Emoções!
























Emoções!

Silencia a tua alma e ouvirás teu coração.
Silencia os teus ouvidos, e ouvirás os teus verdadeiros pensamentos.
Silencia a tua boca, e ouvirás o que teêm dito as tuas atitudes.
Silencia as tuas mãos, e ouvirás as tuas verdadeiras emoções.
Silencia o teu desânimo, e ouvirás o som da alegria.
Silencia a tua realidade, e ouve o que dizem os teus sonhos.
Silencia o teu orgulho, e ouvirás a tua paz.
Silencia o teu ódio e ouvirás o que te diz o amor.
Silencia o teu cepticismo, e ouve a tua paixão.
Silencia a tua solidão, e ouvirás o som das pessoas que te amam.
Silencia a tua incredulidade e ouvirás a tua fé.
Silencia a tua preguiça, e ouvirás falar de teu sucesso.
Silencia a tua ignorância e saberás o que te diz a sabedoria.
Silencia o teu vício, e viverás feliz.
Silencia os teus olhos, e sentirás o meu abraço de afecto.
Mas nunca silencies o teu sorriso, nem a esperança, porque preciso deles.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Roubo-te beijos!























Roubo-te beijos!


Escuto o teu dormir
Nas madrugadas silenciosas
Que me ferem a alma de saudades.
Roubo-te beijos em sonhos
E guardo-os, como tesouros,
Por trás do luar
Com que me visto para ti.
Não me vês...
Mas estou aqui,
E sinto cada gesto
Como se fosse meu.
Sei o gosto dos teus beijos
Que nunca me darás,
E sinto o teu abraço
Que me tira da solidão
Por breves instantes...
Sei que é amor,
Sem desejos secretos
Para além de te amar,
Sem mentiras nem esconderijos,
Sem loucas demências,
Sem ti...
Que faço eu sem ti?

Breve é o sonho!























Breve é o sonho
Em que me junto a ti
E assim ficamos unidos,
No espaço infinito da razão
Que nos cobre de estrelas cadentes
E risos inocentes, cansados da solidão
Como a voz do poema.

Breves instantes de ilusão
Em que o acordar é claro e límpido
Sem a tua presença por perto,
Sem o teu cheiro que mesmo assim
se me entranha na pele
e me esgota a consciência e o sonho.

Amar-te é causa e efeito,
Propósito sem intenção,
Meu rumo e destino
é sofrer, calar esta dor,
engolir em seco esta mágoa.

O silêncio mata-me,
E grita no meu peito que arde,
Nas veias que pulsam,
Levando a vida ao coração.

Não peças palavras
Lê-me o olhar!
Pois as minhas lágrimas,
expressam sentimentos
que falam por mim quando
as palavras cessam.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Será por amor!



















Será por amor!
Que me deixas só de mãos vazias,
Será por amar tanto que sou castigado,
Sobre o meu peito uma dor que não consigo descrever
Num gesto desesperado quero saltar para o abismo,
Porque não vens amor?,
Encher os meus dias
Com os teus beijos
Cicatrizar as minhas mágoas
Envolver-me com o teu doce encanto?

Porque persiste em mim
Esta agonia...
E no meu peito este meu choro,
Este meu pranto ?...

Cada dia que passa
É mais um dia,
Que a morte lentamente
Me consome, e corrói.

domingo, 12 de abril de 2009

Ninguém quer saber


















Ninguém quer saber

Estou sózinho
Ninguém quer saber
o meu amor anda por ai
a sorrir talvez
mas eu tenho as minhas lágrimas
os meus gritos,
os meus momentos de tanta dor
quem sabe como isto vai parar
esta ausência que me mata
a cada segundo que passa
estou aqui porque estou só
só tenho a minha amargura
e uma sensação de nada ter
nem uma palavra tua

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Lágrimas























Lágrimas

Queria aqui deixar o que sinto,
mas não consigo,
as minhas lágrimas lavam
todas as minhas palavras,
como faço para aliviar
todo este peso,
causado pela ausência
de quem se ama,
meu amor, minha vida,
minha dor constante.