quinta-feira, 23 de julho de 2015

Para ti!































Para ti deixo meus beijos, no horizonte
para que os recebas na minha ausência
e sintas em redor do teu terno corpo
o meu amor

Cânticos de encanto entoarás
quando a noite em surdina
incidir suas negras vestes, em ti
e eu sem ti

A distância vou vencer
quando teu olhar estático
contemplar
sem saber o meu

Com afagos
sentirei o veludo do teu rosto
com dedos de saudade
irei oscular tua imagem, de “vidro”.

Coberto de sal voltarei
para me perder nos teus braços de água doce
desejando que dos meus sonhos
tenhas feito plágio.

António Madureira


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