terça-feira, 14 de abril de 2015

O peso das primaveras!

































Notam-se em mim
o peso das primaveras
que floresceram
e se tornaram invernos

Notam-se em mim
as rugas cinzeladas pelo tempo
nas mãos
a dureza da vida

Notam-se em mim
resquícios das madrugadas
nos pés vestigios de mar
e sal

Não se nota em mim
o que guardo
porque é meu
sendo teu

Não se nota em mim
o reflexo do olhar d’um querubim
porque o receio
te afastou de mim

Não se nota em mim
a tua sombra
ficou para trás
descansando de mim





1 comentário:

  1. Não sei se quem escreve é do sexo feminino ou do masculino, mas gosto da forma racional, mas simultaneamente terna, como o faz.
    As Primaveras são sempre bonitas, embora se repitam, portanto, o seu peso, o seu encanto é sempre natural e é normal que se note. O Inverno, ainda vem longe, portanto, não pensemos nele, agora.
    O que não notamos, mas notamos, são as lembranças, os momentos felizes que se foram. O tempo, nunca volta atrás. Façamos por "esquecer"!
    Richard Clayderman suaviza o "cenário".

    Dias muito felizes, pke é Primavera, embora não pareça.

    Abraço.

    ResponderEliminar