quinta-feira, 9 de julho de 2009

Eco!


















Eco!



Cá estou eu,
Sem nada para oferecer,
Porque nada tenho,
Apenas frio.

Viajo em busca de calor,
Que não é meu,
Cubro-me com esta folha,
Carregada de palavras.

Percorro íngremes caminhos,
Na ânsia de me perder,
A cada passo uma tentação,
Saltar.

A cada palavra dita,
Uma dor associada,
Em cada gesto,
Um sonho aniquilado.

Sento-me nesta areia molhada,
Escrevo ilusões depressa apagadas,
Pegadas distingo,
Mas não o caminho.

Ouço gritos,
Olho em redor,
É o eco do meu coração.

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