
Eco!
Cá estou eu,
Sem nada para oferecer,
Porque nada tenho,
Apenas frio.
Viajo em busca de calor,
Que não é meu,
Cubro-me com esta folha,
Carregada de palavras.
Percorro íngremes caminhos,
Na ânsia de me perder,
A cada passo uma tentação,
Saltar.
A cada palavra dita,
Uma dor associada,
Em cada gesto,
Um sonho aniquilado.
Sento-me nesta areia molhada,
Escrevo ilusões depressa apagadas,
Pegadas distingo,
Mas não o caminho.
Ouço gritos,
Olho em redor,
É o eco do meu coração.


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