quarta-feira, 24 de junho de 2009

Amanhece!


















Amanhece!

Amanhece, nasce o sol,
Com os seus raios de mel,
Estou só, no entanto,
Tantos seres se interrogam.

Porque está ele aqui?
Porque escreve palavras
Na areia molhada da nossa casa?
Porque teima em verter lágrimas
De sangue no nosso leito.

Vergo-me,
Perante o silêncio e a saudade,
Dentro do meu silêncio,
Ouço o teu murmurar.

Sinto a falta do teu cheiro,
Do olhar que me enfeitiçou,
Nas sombras vejo o teu sorriso,
Confesso diante da minha mágoa
O teu olhar tocou-me e despiu-me
E deixou o meu coração sem defesas

A intensidade do teu olhar,
Tocou a minha alma,
Quis tocar a tua também,
Nesse momento, quis ser o teu mundo

Rasgaste-me por dentro,
Fizeste-me perder o chão,
Quase morri pelo teu amor.

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