sexta-feira, 19 de junho de 2009

O meu rosto!













O meu rosto!


Encaro-me, frente a frente
Vislumbro um olhar triste
Que deixa deslizar suavemente
Um veio de lágrimas
Límpidas e puras
Brotando impetuosamente
Do interior da minha alma.

Sulcando o meu rosto perfumado
Pela tua fragrância que deixaste
com os teus beijos.

De alma magoada
Lágrimas que não consigo reter
Desabrocham docemente, silenciosas
Carregadas de saudade, ternura, e destino.

O meu rosto sereno
deixa-se trespassar
os meus lábios sorvem
o agridoce da ternura que és tu.

A minha alma absorve o destino cinzelado
duro, áspero, doloroso, que é amar-te
Os meus olhos marejados reflectem
O sentir e o querer da minha alma.

Mas sou um ser
com o corpo fatigado
Pelo Outono da vida…

Se um dia ressuscitar
quero estar ao teu lado
para começar de novo
o amor que não vivi.

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