
O meu rosto!
Encaro-me, frente a frente
Vislumbro um olhar triste
Que deixa deslizar suavemente
Um veio de lágrimas
Límpidas e puras
Brotando impetuosamente
Do interior da minha alma.
Sulcando o meu rosto perfumado
Pela tua fragrância que deixaste
com os teus beijos.
De alma magoada
Lágrimas que não consigo reter
Desabrocham docemente, silenciosas
Carregadas de saudade, ternura, e destino.
O meu rosto sereno
deixa-se trespassar
os meus lábios sorvem
o agridoce da ternura que és tu.
A minha alma absorve o destino cinzelado
duro, áspero, doloroso, que é amar-te
Os meus olhos marejados reflectem
O sentir e o querer da minha alma.
Mas sou um ser
com o corpo fatigado
Pelo Outono da vida…
Se um dia ressuscitar
quero estar ao teu lado
para começar de novo
o amor que não vivi.


Sem comentários:
Enviar um comentário