
Não te encontrei!
Quantas vezes, contemplei o mar
Perdendo-me no horizonte
Mas não te encontrei.
Quantas vezes, aguardei
Que viesses amainar
A saudade, que me mata.
Quantas vezes, almejei ser alga
Sentir a carícia das ondas
E mergulhar no afago do teu carinho.
Quantas vezes… permaneci
Sentado na margem da vida
à tua espera,
Não senti o tempo passar
Mas senti o meu pranto resvalar
Beijando lágrimas salgadas
Vertidas por ti
Quantas vezes, ansiei o teu sorriso
Afagando a minha face dorida
Pela dor da tua ausência
Quantas vezes, o meu coração parou
Cansado, atordoado, perdido…
Palpitando somente,
Cada momento sem ti
Dilacera o meu corpo
Quantas vezes, desejei loucamente
Procurar-te por ai…
Embora sabendo onde estas
Quantas vezes, ambicionei ser anjo
Apertar-te no calor do meu corpo
E transformar os teus pesadelos
Em sonhos perfumados e de beijos
Quantas vezes desejei
E acreditei
Que o destino te trouxesse
Por fim, até mim.
Vem como eu preciso de ti!


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