segunda-feira, 9 de março de 2009

Amanhecer


Amanhecer


Longas horas de escuridão
finalmente o sol que és tu
sinto o teu calor no meu corpo
bronzeio-me nos teus raios de carinho

Tens um brilho intenso que me atrai
sinto os teus passos, no meu pensamento
estas onde eu estou, quero estar onde estas

Dou-te colo não sentes mas eu sinto-te
acaricio o teu rosto, suave e ternamente
embalo-te nos meus sonhos
na ânsia que acordes, para te cobrir de beijos

Ao som de uma melodia
imagino tudo que te quero dizer
componho no meu pensamento
a magia que és tu
em cada nota a tua harmonia

O velho piano
soluça com sons
que a minha alma compõem
canção misteriosa e profunda
de um sentimento puro e intenso

És ausência que dói sem perdão
dor insistente que se agarra
até à tua chegada

Quero ver-me reflectido nesse espelho
que é o teu sorriso,
momento que jamais esquecerei
quando me vir nos teus olhos
e os teus braços me enlaçarem

1 comentário:

  1. Nada como presenciar o nascimento. Neste caso,o do blog e do poema que o inspirou.
    Este amanhecer é lindo.
    Gostava de me bronzear nos raios de carinho desse Sol.
    Que maneira de se expressar, António!

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